Tinha aqui há já algum tempo o cd A Espuma das Canções do Rui Veloso e ainda não tinha pegado nele com ouvidos de ver. Reparei que uma das faixas que mais gosto Canção de Alterne tem a participação maravilhosa de Nancy Vieira. Uma voz negra, profunda, daquelas que dão arrepios de prazer. Estou morto por ouvir o seu cd...e apaixonar-me.
Outra voz que tenho a certeza que deve ser fantástica e infelizmente deixei escapar o seu espectáculo na UA é a de Mayra Andrade. Prometo redimir-me do erro...
Por fim, e esta já num conceito diferente como é o fado, ouvi Ana Moura no novo álbum e acho que a critica reflecte a magnifica voz desta interprete do fado.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Fim da Sic Comedia
Por muito potencial cómico que reconheça a, por exemplo, uma discussão do orçamento de Estado, preferia Conan O'Brien, Jay Leno, a malta do Prazer dos Diabos e da Biqueirada (então agora que o João Nunes tinha saído é que o programa estava mesmo no ponto), o Todos Gostam do Raymond, a Guerra ao Lado, Comedy Inc., as repetições sempre bem-vindas do Alô, Alô, do Benny Hill, do Seinfeld, e (especialmente) do Frasier. Com a possibilidade (investimento houvesse; era só preciso tirar uns trocos às Floribellas e aos Juras da generalista) de mais, melhores, e mais arriscados conteúdos de humor nacionais se juntarem ao canal. Foi por isso com surpresa que recebi a notícia de que a SIC Comédia vai acabar no fim deste ano. Sempre pensei que, a ter de acabar um canal de humor, acabasse o Canal Parlamento. Filipe Homem Fonseca
sábado, maio 13, 2006
Elogio do Amor

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber.
Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e é mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessýria. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso no Expresso
sexta-feira, abril 14, 2006
Alfredo, o cogumelo bailarino
Era uma vez um cogumelo chamado Alfredo cujo sonho era ser bailarino. Alfredo vivia no meio de um bosque, junto ao pé de um frondoso, porém velho, carvalho.
Foi colhido numa fresca manhã de orvalho por uma simpática menina que trajava de vermelho. Enquanto estava no fundo da cesta da menina, Alfredo ouvia-a cantarolar e, sonhador, pensava no futuro.Chegando a casa, a menina cortou Alfredo em finas fatias e colocou-o no fundo duma frigideira, juntamente com outros "Alfredos" cujos sonhos desconhecemos, onde já se encontrava um cubo de manteiga a derreter. Depois juntou pedacinhos de cebola e algumas ervas aromáticas.Alfredo ficou bem dourado e com aspecto delicioso. A menina comeu-o. Alfredo nunca chegou a ser bailarino.
FIM
Foi colhido numa fresca manhã de orvalho por uma simpática menina que trajava de vermelho. Enquanto estava no fundo da cesta da menina, Alfredo ouvia-a cantarolar e, sonhador, pensava no futuro.Chegando a casa, a menina cortou Alfredo em finas fatias e colocou-o no fundo duma frigideira, juntamente com outros "Alfredos" cujos sonhos desconhecemos, onde já se encontrava um cubo de manteiga a derreter. Depois juntou pedacinhos de cebola e algumas ervas aromáticas.Alfredo ficou bem dourado e com aspecto delicioso. A menina comeu-o. Alfredo nunca chegou a ser bailarino.
FIM
domingo, março 05, 2006
Amigos
É deles que nunca nos podemos esquecer e não nos podemos lembrar somente quando precisamos da sua ajuda! Felizmente tenho bons amigos, não muitos porque a quantidade nestas coisas é o que menos importa , mas verdadeiros! Espero estar ao lado deles quando também precisarem de mim...
(estas ferias é que vão ser não é 'irmão'? hehe)
(estas ferias é que vão ser não é 'irmão'? hehe)
segunda-feira, janeiro 16, 2006
Modelo 340-B
1 - Confundes Sun-Park-Yun com Didier Drogba, com a maior das facilidades?2 - É um ex-praticante de um desporto e tens um voz horrível e muita inexperiência e timidez?
3 - Uma em cada duas vezes que falas, confundes atletas, provas, locais das mesmas e estatísticas?
4 - Uma em cada duas vezes que falas pronuncias mal o nome dos atletas, mesmo quando o oráculo mostra o nome correcto do atleta?
5 - Inventas nomes de atletas como quem muda de camisa?
6 - Quando há uma transmissão em diferido, consegues dar a entender o resultado final, ao fim de 5 minutos de comentário?
7 - Não consegues transmitir nenhuma emoção a quem está a ver aquilo que comentas?
8 - Consegues não olhar para aquilo que está a ser transmitido, pelo menos durante 3 minutos consecutivos, enquanto coças a orelha, continuando a dizer disparates?
9 - Quando cometes um erro, em vez de pedires desculpa e corrigires, dizes um outro disparate como forma de justificares o primeiro?
10 - Por vezes não fazes a menor ideia da forma como certos desportos são disputados?
Se conseguiste responder SIM a pelo menos 1 destas questões, sê bem vindo ao mundo dos comentadores desportivos em Portugal!
(retirado do desBlogueador)
sexta-feira, janeiro 13, 2006
PT (des)comunicações
Noutro dia precisei de ligar para o serviço a clientes da Sapo ADSL, por estar com um problema na ligação de Internet. Como não tinha acesso à net não podia ver o número da Sapo ADSL através da mesma. Por isso liguei para o 118. Estupidamente, decidi ir seguindo as instruções da máquina que agora nos atende. Passo a transcrever o "diálogo":
Máquina: PT comunicações, serviço de informações. Pretende o número de telefone de uma empresa? Sim ou não?
Eu: SIM
Máquina: Onde está situada a empresa?
Eu: ...
Máquina: Se não sabe onde está localizada a empresa diga "não sei".
Eu: Não sei
Máquina: Diga o nome da empresa que pretende?
Eu: SAPO ADSL
Máquina: Entendemos: Fábrica de Tecelagem Nacional. Confirma? Sim ou não?
Eu (em desespero de causa): NÃO!
Máquina: O número de telefone que pretende é o...
Desliguei. Voltei a ligar. Ignorei todo o processo automático até me encaminharem para uma pessoa do outro lado da linha...
(retirado do desBlogueador)
Máquina: PT comunicações, serviço de informações. Pretende o número de telefone de uma empresa? Sim ou não?
Eu: SIM
Máquina: Onde está situada a empresa?
Eu: ...
Máquina: Se não sabe onde está localizada a empresa diga "não sei".
Eu: Não sei
Máquina: Diga o nome da empresa que pretende?
Eu: SAPO ADSL
Máquina: Entendemos: Fábrica de Tecelagem Nacional. Confirma? Sim ou não?
Eu (em desespero de causa): NÃO!
Máquina: O número de telefone que pretende é o...
Desliguei. Voltei a ligar. Ignorei todo o processo automático até me encaminharem para uma pessoa do outro lado da linha...
(retirado do desBlogueador)
segunda-feira, janeiro 02, 2006
1º Dia do Ano
Passei-o a dormir e totalizei umas magnificas 16h (das 15h as 7h) a roncar braviamente na cama!!!
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