domingo, março 25, 2007

"Sabíamos que íamos fazê-lo"

Quem o diz é Tomaz Morais, seleccionador nacional de Râguebi. É notável o feito destes jogadores: uma equipa amadora, isto é, nenhum deles faz do Râguebi vida, estudam uns, outros trabalham, consegue ultrapassar selecçoes profissionalizadas há vários anos. É o resultado de "um grupo excepcional, muito querer e talento."
Tal como admiro Tomaz Morais, a maturidade de Pedro Leal, o fisico imponente de Vasco Uva, ontem o destaque individual vai naturalmente para Cardoso Pinto. Foram 4 pontapés certeiros que valeram 12 pontos a Portugal.
Mas é injusto fazer destaques individuais a um grupo tão coeso como este.
São um só.
E que emoção no final.
Parabéns!

sábado, março 24, 2007

Porque ser do Sporting é muito mais que números


Fiquei saudoso depois de ver a Selecção. Respira-se juventude e bom futebol, ainda que nem sempre tenha a eficacia que todos desejam.
É claro que fica um carinho especial por cada jogador que passa pela formação do Sporting, ainda mais por aqueles que conseguem atingir a equipa principal e um dia a Selecção Nacional.
Muito se fala por o clube não conseguir segurar os craques, concordo, mas também sei o que é a cabeça dum jovem quando sabe que pode atingir o topo e ficar sob o olhar de uma massa muito maior de pessoas em menos de nada. É um dilema complicado para o clube.
O Sporting há muito que é um clube de formação e isso não é só ir buscar miúdos que dão nas vistas. É preciso ter um ambiente de treino óptimo, um bom nivel competitivo no clube e acima de tudo pessoas que saibam trabalhar, ensinar e também brincar com eles. Treinar um miudo nao é o mesmo que treinar um veterano!
Este ano o Sporting deu um passo grande nesse sentido: quase nada de contrataçoes, muita aposta em jogadores formados no clube. Se calhar foi feito porque nao se vivem tempos faceis de finanças e esta seria a soluçao logica.
Mas não é o clube com mais titulos nem com a maior notoriedade no estrangeiro. Reconheço. Nada me custa dizer que o Porto se encontra neste momento um degrau acima dos restantes, muito por culpa dum Jesus que por lá andou a transformar Lázaros em verdadeiras estrelas do futebol (por isto e muito mais o admiro).
Sobre o Benfica que dizer? A irracionalidade domina. Não o digo como coisa negativa, tomara que todos os adeptos fossem tao vincados no clube como estes. Quando o arbitro apita só existe aquilo, nada mais interessa e nada pode jamais atingir o estatuto daquele emblema.

..já me estendi no assunto.

O Sporting tenta criar uma base sólida, construir um jogador fisica, tecnica e psicologicamente e quando chega a hora é obrigado a soltá-lo para algo maior. Nem sempre corre bem (lesões, treinadores embirrentos, etc) e regressam ao país. Assinam contrato com outro clube. O Sporting não tem finanças elasticas.
Dói vê-los vestidos de outras cores.
Mas outros já crescem preenchendo os vazios.

Tão lucido que até dói

"It is obvious that disc-jockeys, as a class, are essentially parasitic. We are, with lamentably few exceptions, neither creative nor productive. We have, however, manipulated the creations of others (records) to provide ourselves with reputations as arbiters of public taste. There is no more reason (or no less) why I should be writing this column than you -- however I am in this unmerited position and you're not. I believe very much in radio as a medium of tragically unrealised possibilities and also the music i play. Therefore accepting the falseness of my own precarious position I will do what I can, wherever I can, to publicise these good things I hear around me. These musicians have made you aware of, and appreciative of, their music -- not J. Peel."

John Peel, Disc and Music Echo, 1969

sábado, março 17, 2007

Chelsea, homens e máquinas

Não existem fantasmas, existe futebol de verdade. Humano, fora do campo. Feito de máquinas, dentro dele. A crónica da Champions vinda do interior de Stamford Bridge.

Stamford Bridge não é Anfield ou Old Trafford. Falta-lhe o peso histórico daquelas catedrais. Não tem à porta estátuas de mitos do passado, e mesmo os ténues sinais de outras eras foram engolidos pela babilónia dos tempos modernos, o Chelsea de Abramovich. Dois mundos, duas épocas que se confundem tal como a Chelsea Village -hotel, restaurantes, condomínio e healht club- sufoca o bairro elitista. No meio, um Estádio de futebol que combina camarotes modernos com velhas bancadas de imprensa em madeira. E uma equipa de futebol. Em campo, nunca mexe um nervo da face. Quando os jogadores olham para o banco e vêem o seu líder impassível, quase como se tivesse escrito um pacto sobrenatural com o destino, sentem que já ganharam o jogo mesmo que então o estejam a perder. É uma coisa que não se explica, sente-se. E o futebol, sobretudo os jogadores em campo, vivem muito de sentimentos. De emoções. Sentir confiança ou medo. Serenidade ou nervosismo. O Chelsea é um bloco de gelo. Para o bem e para o mal. Para o bem do seu sucesso desportivo, num tempo em que o futebol caiu no fosso da táctica como poção mágica da vitória. Para o mal dos amantes de outro futebol, aquele que nos faz levantar das cadeiras quando os jogadores pegam na bola. Toda este mundo começa, porém, fora do relvado. Nesse outro espaço, onde também se joga, o reino dos blues é outro, moldado pela cultura do futebol inglês.

Dia de jogo na Champions, tensão no ar. Passo o dia no interior do Estádio, entre o relvado, os corredores dos balneários e a sala de imprensa. Não é preciso muito tempo para perceber que essa tensão está mesmo é dentro de nós. O staff do Chelsea é invisível. A meio da tarde, nos mesmos espaços, os jogadores passeiam como todos fizéssemos parte do mundo. E fazemos, de facto. Lampard procura algo para lanchar, Makelele pisca o olho, sorri, trocam-se palavras, passa Mourinho, brinca, diz que não, não estou nada mais magro, conversa circunstancial mas respirando futebol. Nesses instantes percebe-se onde podem começar-se a ganhar os jogos. Não existem fantasmas, existe futebol de verdade. Humano, fora do campo. Feito de máquinas, dentro dele. Não há espaço para receios. Duvido que nos ipods ouçam o som dos Clash ou dos Sex Pistols, pais do punk que nos anos 70 nasceu nas mesmas ruas, mas há um carácter para um império.
Se, depois, em campo, todo este elo ameaça partir-se, emerge Drogba. Quando o jogo pára, chega a ir ter, um por um, com todos os jogadores e transmite-lhes garra, com gritos e gestos. Todos? Bem, quase todos. Há outro que, entretanto já pegou na bola, para, mesmo com o jogo parado, continuar a controlá-lo: Lampard. São os gigantes do futebol moderno.



por Luis Freitas Lobo

quinta-feira, março 08, 2007

www.JazzPortugal.ua.pt

Todos deviam aprender um pouquinho de jazz
Ter um pouquinho de swing
Ter os seus solos
Enganar-se e rir-se com isso
Sei muito pouco de jazz
Cada vez menos
Porque cada vez mais descubro o mundo que é
José Duarte bem diz
"Quem diz que não gosta é porque não conhece"
Certo!
O meu conhecimento de música é Zero
Zero é bom, é redondo
Aprendi um pouco da história do jazz
Um pouco de cada artista
Que é aquele que faz arte
O resto é ouver!

Jazz tem entrada fácil
Saída dificil.

Subscreva!

Equilibrio

Sinto vontade de escrever mas não o tenho feito
É que sempre que pego na página em branco
Saltam ideias por todo o lado
Pontos de vista
Opiniões que constroem e desconstroem a minha linha de pensamento
Curva
Quadrado é a pior forma que Há
Fecho a caneta
Aquela que mesmo sem tinta escreve
Desligo o meu pensamento
Não por preguiça
Mas transmitir ideias não é igual a demonstrar fórmulas
Pontas soltas têm de levar nó!

Tento encontrar explicações lógicas
Quando não encontro digo que a explicação é essa
Stand-By
Desconfio de muita coisa
Confio na outra parte
Construo-me com os outros mesmo que tenham palas
Não é qualquer um que tira palas
Nem qualquer um que as quer tirar
Ser racional é best i al
Quando sei que subi um degrau
Ou ajudei alguém a subir
Não sei se estou +perto da meta
Mas certeza que estou +longe do ponto partida
É a minha forma de encontrar um equilibrio natural
Não enlouquecer num mundo de doidos.