Hoje vi o programa Fátima minto não todo mas o que tinha que se visse . Já assisti a algumas homenagens enfadonhas destes programas vazios das manhas vazias. Hoje foi diferente. Não estava ali ninguém a ser filmado estava tudo como em casa num convívio de transparência. Há pessoas excepcionais que ouvimos poucos minutos e que nos marcam profundamente. Hoje foi assim. Não houve choradeira não houve palavras a mais nem frases de ocasião minto a única vez que houve Ela rejeitou de imediato. Ouvi o fado com 83 (!) e arrepiei-me. No final um quadro onde se lê
Dotada de arte e bom gosto
No seu jeito delicado,
A Deolinda marca um posto
Dos mais altos que há no Fado!
Subiu momento a momento
E logo breve se impôs,
P´la força do seu talento
E o mimo da sua voz!
Nesta Artista nunca finda
O que de bom ela tem,
É Deolinda por ser linda
Rodrigues por cantar bem!
Versos de: Carlos Conde
segunda-feira, maio 28, 2007
sábado, maio 19, 2007
Estagnação
Quantas vezes foram ao teatro? leram um livro que vos mostrou algo de novo?
E filmes, têm gostado do que veem?
Novo?
Criticam o que ouvem? o que dizem?
Engole-se sem mastigar.
Já alguém teve coragem, característica fundamental, para ouver a vitrola digital?
Falta de tempo
Perda de tempo
Desculpa acomodada.
Não se pára escuta olha
Passa-se
E fica-se no mesmo sitio.
E filmes, têm gostado do que veem?
Novo?
Criticam o que ouvem? o que dizem?
Engole-se sem mastigar.
Já alguém teve coragem, característica fundamental, para ouver a vitrola digital?
Falta de tempo
Perda de tempo
Desculpa acomodada.
Não se pára escuta olha
Passa-se
E fica-se no mesmo sitio.
sábado, maio 12, 2007
"Do You Speak Jazz?"
Era uma vez uma jovem que não sabia falar inglês.
A jovem não se importava nada em não saber falar e escrever inglês, até porque inglesa não era.
Queria ela lá saber o que queria dizer auduiudu ou gudenaite, não lhe fazia falta, ela era e é portuguesa e sabia, isso sim, escrever e falar português, embora tivesse lido pouco Camões…
Até que um dia, ele há sempre um dia, a jovem - que se chamava Maria - decidiu passar a falar e a escrever inglês com ingleses e inglesas e com os de outras nacionalidades que já soubessem falar e escrever em inglês.
Era uma melhoria de vida, pensou e disse, uma maneira de melhor usar as suas capacidades de comunicação e apreensão de outra Cultura, uma nova Técnica que poria à disposição do seu intelecto.
Meu dito, meu feito.
Começou por aprender vocabulário, depois pronúncia, a mais correcta possível, gramática, sintaxe e, pouco a pouco, estava a dominar uma nova linguagem.
Foi com orgulho que um dia cumprimentou e desejou boa noite a um jovem turista que falava mal inglês - já opinião de Maria - que lhe perguntara onde é a Vasco da Gama bridge!.
Maria sentiu-se melhor, enfim mais culta, mais, mais Maria.
Ao que se sabe Maria não tem parado de desenvolver a nova linguagem que aprendeu afinal tão bem.
Já embirra com as legendas dos filmes falados em Inglês e já foi a Inglaterra, até à Escócia, onde o sotaque é outro mas também a tratam por Mary.
Com o jazz passa-se exactamente o mesmo, sem tirar nem pôr.
Jazz é só e apenas uma linguagem musical, com convenções estéticas e regras formais diferentes daquelas com que fomos educados.
Só sabemos, quando sabemos, da Música com a qual crescemos!
Temos espaço e capacidade para muito mais Música, Música que ponha a funcionar as adormecidas circunvalações do nosso cérebro musical.
Todos queremos ser melhores.
Ser melhor musicalmente,
é também entender um discurso improvisado por um músico solista,
é também acentuar os tempos fracos do compasso,
é também respeitar e admirar dissonâncias e erros,
é também admitir o uso total de um qualquer instrumento de sopro ou percussão, é também saber e gostar de jazz.
Quem sabe ouvir jazz, sabe ouvir outras músicas.
O contrário não é verdade.
Os apreciadores de jazz não podem ser uma eterna minoria!
Assim: oiça Armstrong como ouve Stravinsky,
Billie como Callas,
Jim Hall como Jimmy Hendrix,
Coltrane como Gould.
Visite o jazz.
Encontrará beleza nova.
*texto provavelmente de José Duarte, inserido numa iniciativa de divulgação do Jazz às crianças nas escolas.
http://www.uarte.rcts.pt/activ/jazz/apoio.asp
A jovem não se importava nada em não saber falar e escrever inglês, até porque inglesa não era.
Queria ela lá saber o que queria dizer auduiudu ou gudenaite, não lhe fazia falta, ela era e é portuguesa e sabia, isso sim, escrever e falar português, embora tivesse lido pouco Camões…
Até que um dia, ele há sempre um dia, a jovem - que se chamava Maria - decidiu passar a falar e a escrever inglês com ingleses e inglesas e com os de outras nacionalidades que já soubessem falar e escrever em inglês.
Era uma melhoria de vida, pensou e disse, uma maneira de melhor usar as suas capacidades de comunicação e apreensão de outra Cultura, uma nova Técnica que poria à disposição do seu intelecto.
Meu dito, meu feito.
Começou por aprender vocabulário, depois pronúncia, a mais correcta possível, gramática, sintaxe e, pouco a pouco, estava a dominar uma nova linguagem.
Foi com orgulho que um dia cumprimentou e desejou boa noite a um jovem turista que falava mal inglês - já opinião de Maria - que lhe perguntara onde é a Vasco da Gama bridge!.
Maria sentiu-se melhor, enfim mais culta, mais, mais Maria.
Ao que se sabe Maria não tem parado de desenvolver a nova linguagem que aprendeu afinal tão bem.
Já embirra com as legendas dos filmes falados em Inglês e já foi a Inglaterra, até à Escócia, onde o sotaque é outro mas também a tratam por Mary.
Com o jazz passa-se exactamente o mesmo, sem tirar nem pôr.
Jazz é só e apenas uma linguagem musical, com convenções estéticas e regras formais diferentes daquelas com que fomos educados.
Só sabemos, quando sabemos, da Música com a qual crescemos!
Temos espaço e capacidade para muito mais Música, Música que ponha a funcionar as adormecidas circunvalações do nosso cérebro musical.
Todos queremos ser melhores.
Ser melhor musicalmente,
é também entender um discurso improvisado por um músico solista,
é também acentuar os tempos fracos do compasso,
é também respeitar e admirar dissonâncias e erros,
é também admitir o uso total de um qualquer instrumento de sopro ou percussão, é também saber e gostar de jazz.
Quem sabe ouvir jazz, sabe ouvir outras músicas.
O contrário não é verdade.
Os apreciadores de jazz não podem ser uma eterna minoria!
Assim: oiça Armstrong como ouve Stravinsky,
Billie como Callas,
Jim Hall como Jimmy Hendrix,
Coltrane como Gould.
Visite o jazz.
Encontrará beleza nova.
*texto provavelmente de José Duarte, inserido numa iniciativa de divulgação do Jazz às crianças nas escolas.
http://www.uarte.rcts.pt/activ/jazz/apoio.asp
terça-feira, maio 01, 2007
Hot Five

Cai a noite.
As ruas da Invicta transformam-se
O movimento agora é silencio
Veem-se pedintes prostitutas samaritanos drogados
E estrangeiros que se passeiam.
Chega a hora
o Hot é o local
Espera-se ansiosamente pelo inicio
Rui Azul Index - A História do Jazz & Blues
1,2,1,2,3,4
Fica mui bem contada
e soberbamente tocada
Termina
O cbaixista Alberto Jorge acende de imediato um cigarro e senta-se à conversa
3h
Está na hora
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