sábado, setembro 29, 2007

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de pele morena
voz sublime
beleza rara
a plateia do NewMorning
Paris
ficou rendida a Mayra.
o concerto abriu a manhã de sábado da rtp2 de forma especial
com as palavras crioulas a pairarem por cima da melodia instrumental
como legumes flutuam num caldo.
lugar também para um solo surreal
Zé Luis Nascimento (bat)
já perto do fim
a obrigatória Morna
proibida
porque arrepia
como Mariza
"Oh gente da minha terra"
impossível não ficar

domingo, setembro 09, 2007

História Trágica com Final Feliz

uma curta metragem de animação de Regina Pessoa

História Trágica com Final Feliz é a segunda curta metragem da Regina Pessoa. Este filme representa uma evolução muito interessante em relação ao seu primeiro filme, A Noite. Os jogos de luz, claro e escuro, a riqueza das texturas e detalhes do desenho aliadas a uma visão cinematográfica muito própria da animação, com inúmeros movimentos de câmara animados e perspectivas estranhas e pouco usuais que reforçam os momentos importantes do filme e lhe conferem um ambiente único e extraordinário, fazem deste segundo filme uma verdadeira preciosidade.

retirado de casa-da-animacao.pt


«Há pessoas que são diferentes. Tudo o que desejam é serem iguais aos outros. Misturarem-se deliciosamente na multidão. Há quem passe o resto da sua vida lutando para conseguir isso, negando ou tentando abafar essa diferença. Outros assumem-na e dessa forma elevam-se, conseguindo assim um lugar junto dos outros… no coração.»

retirado de História Trágica com Final Feliz, curta-metragem de Regina Pessoa


«Era uma vez uma menina cujo coração batia mais rápido que o das outras pessoas». A frase surgiu a propósito de um trabalho de gravura e serigrafia do curso de pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A frase pedia uma gravura. E a gravura, outra frase: «Isso incomodava toda a gente… Por causa do barulho… O coração batia tão alto!
Ela tentava explicar: “É um coração de pássaro… Eu estou no corpo errado!…”
“Que é que ela disse?… É tolinha… não deve durar muito…”
Então, ela fugia…
Ela só queria desaparecer… deixar-se levar pelo vento…»

Demorou três anos, e milhares de desenhos, a realizar esta história que se conta em pouco mais de sete minutos. É uma curta-metragem de Regina Pessoa, de 2005, e que não pára de arrecadar prémios entre os quais: O Grande Prémio do Festival Internacional de Cinema de Animação d’Annecy 2006, considerado o «Cannes» do cinema de animação, e o principal prémio do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Barcelona, o Mecal Dosmilseis. Recentemente recebeu o Prémio de Melhor Animação da Competição Internacional do XXII Festival Internacional de Curtas-Metragens de Berlim. O reconhecimento internacional já rendeu a Regina Pessoa 45 prémios, tornando-se o «o filme português mais premiado de sempre».

retirado da entrevista a Regina Pessoa, UPorto, Dezembro de 2006; e actualizado o número de prémios


Apreciem estes curtos minutos de metragem (versão sem narração):

"As pessoas já não sabiam se era alguém que morria, ou alguém que nascia...
Mas uma coisa era certa… ninguém se importaria de partir assim…"

quarta-feira, setembro 05, 2007

O amote deveria ser escrito assim

Não percebo porque é que o amo-te se escreve desta forma: amo-te, quando deveria ser desta: amote. O amo-te não deveria ter hífen ou tracinho como se costuma dizer. O amote que eu falo, este, não deveria ter espaço para que nenhuma letra respirasse, para que ficassem ali as letras apertadinhas de forma a não caber mais nenhuma porque a verdade é que quando se ama alguém não cabe mais ninguém ali, porque não há espaço, porque as letras estão literalmente sufocadas por essa palavra que se deveria escrever apenas e só assim: Amote.


Alvim