de pele morena voz sublime beleza rara a plateia do NewMorning Paris ficou rendida a Mayra. o concerto abriu a manhã de sábado da rtp2 de forma especial com as palavras crioulas a pairarem por cima da melodia instrumental como legumes flutuam num caldo. lugar também para um solo surreal Zé Luis Nascimento (bat) já perto do fim a obrigatória Morna proibida porque arrepia como Mariza "Oh gente da minha terra" impossível não ficar
História Trágica com Final Feliz é a segunda curta metragem da Regina Pessoa. Este filme representa uma evolução muito interessante em relação ao seu primeiro filme, A Noite. Os jogos de luz, claro e escuro, a riqueza das texturas e detalhes do desenho aliadas a uma visão cinematográfica muito própria da animação, com inúmeros movimentos de câmara animados e perspectivas estranhas e pouco usuais que reforçam os momentos importantes do filme e lhe conferem um ambiente único e extraordinário, fazem deste segundo filme uma verdadeira preciosidade.
retirado de casa-da-animacao.pt
«Há pessoas que são diferentes. Tudo o que desejam é serem iguais aos outros. Misturarem-se deliciosamente na multidão. Há quem passe o resto da sua vida lutando para conseguir isso, negando ou tentando abafar essa diferença. Outros assumem-na e dessa forma elevam-se, conseguindo assim um lugar junto dos outros… no coração.»
retirado de História Trágica com Final Feliz, curta-metragem de Regina Pessoa
«Era uma vez uma menina cujo coração batia mais rápido que o das outras pessoas». A frase surgiu a propósito de um trabalho de gravura e serigrafia do curso de pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. A frase pedia uma gravura. E a gravura, outra frase: «Isso incomodava toda a gente… Por causa do barulho… O coração batia tão alto! Ela tentava explicar: “É um coração de pássaro… Eu estou no corpo errado!…” “Que é que ela disse?… É tolinha… não deve durar muito…” Então, ela fugia… Ela só queria desaparecer… deixar-se levar pelo vento…»
Demorou três anos, e milhares de desenhos, a realizar esta história que se conta em pouco mais de sete minutos. É uma curta-metragem de Regina Pessoa, de 2005, e que não pára de arrecadar prémios entre os quais: O Grande Prémio do Festival Internacional de Cinema de Animação d’Annecy 2006, considerado o «Cannes» do cinema de animação, e o principal prémio do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Barcelona, o Mecal Dosmilseis. Recentemente recebeu o Prémio de Melhor Animação da Competição Internacional do XXII Festival Internacional de Curtas-Metragens de Berlim. O reconhecimento internacional já rendeu a Regina Pessoa 45 prémios, tornando-se o «o filme português mais premiado de sempre».
retirado da entrevista a Regina Pessoa, UPorto, Dezembro de 2006; e actualizado o número de prémios
Apreciem estes curtos minutos de metragem (versão sem narração):
"As pessoas já não sabiam se era alguém que morria, ou alguém que nascia... Mas uma coisa era certa… ninguém se importaria de partir assim…"
Não percebo porque é que o amo-te se escreve desta forma: amo-te, quando deveria ser desta: amote. O amo-te não deveria ter hífen ou tracinho como se costuma dizer. O amote que eu falo, este, não deveria ter espaço para que nenhuma letra respirasse, para que ficassem ali as letras apertadinhas de forma a não caber mais nenhuma porque a verdade é que quando se ama alguém não cabe mais ninguém ali, porque não há espaço, porque as letras estão literalmente sufocadas por essa palavra que se deveria escrever apenas e só assim: Amote.